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Zé Ricardo explica dia de K-pop e Jamiroquai no Rock in Rio e admite estratégia para 'pais não sofrerem'

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03 de Julho de 2026 às 06:02
4 min de leitura
Zé Ricardo explica dia de K-pop e Jamiroquai no Rock in Rio e admite estratégia para 'pais não sofrerem'

Zé Ricardo fala de estratégia para 'pais não sofrerem' em dia jovem no Rock in Rio "O Rock in Rio é feito cirurgicamente". Assim, Zé Ricardo resumiu todo o processo de curadoria para montar e escolher a programação nos palcos do festival. "Tudo tem uma narrativa, tem uma mensagem subliminar por trás", afirmou o vice-presidente Artístico da Rock World (empresa que criou, organiza e produz o Rock in Rio e o The Town) durante uma entrevista com a imprensa brasileira no Rock in Rio Lisboa. "Às vezes a gente consegue chegar no objetivo, às vezes a gente fica perto, às vezes a gente tenta. Mas a ideia é sempre propor." "Então eu estou propondo coisas para que o público que venha para o Rock in Rio saia com uma coisa que eles não tinham antes. Isso é muito importante. Se você comprar um ingresso e sair daqui com a mesma coisa que você tinha, meu trabalho foi ruim." Sexto dia de Rock in Rio Thaís Espírito Santo/g1 Em 2026, um desses planejamentos de palco que soma o fator proposta com a engenharia cirúrgica na curadoria envolve o dia 11 de setembro. Nesta data, os headliners dos palcos Mundo e Sunset, respectivamente, são Stray Kids e Jamiroquai. Apesar de curiosa, a escolha de artistas de gêneros tão diferentes não foi por acaso. E envolve dois pontos. O primeiro, é sobre uma proposta de trazer experiências diferentes nos dois palcos principais do festival. "Nesse dia, o Sunset é construído para ter um tipo de diálogo dedicado a Soul Music. E, o Palco Mundo, para ter um diálogo mais voltado para o K-pop. E ainda com a presença do Alok, que é um artista que encanta qualquer tipo de público. Ele aproxima", explica Zé. O segundo ponto envolve o fator "família". E veio com aprendizado de outra edição: a de 2024, quando o Rock in Rio trouxe Travis Scott. "Quando eu fiz uma noite só de trap, os pais sofreram um pouco realmente. Eles ficaram sem um porto seguro. Aí eu repeti o Travis Scott no The Town por conta da imensa demanda que ele teve. E aí coloquei a Lauryn Hill no The One, foi uma alegria." "Os pais deixavam de falar: 'Pô, vou ter que levar meu filho para ver o Travis' e falavam: 'E aí, filho, não quer ir ver o Travis, eu quero ver a Lauryn Hill'." "Então, esse diálogo também existe. A gente sempre tenta trazer coisas que possam abraçar. Principalmente quando a gente tá falando com um time adolescente." Travis Scott se apresenta no Rock in Rio 2024 Stephanie Rodrigues/g1 Surpresa com ingressos esgotados Apesar da estreia do K-pop no festival, as primeiras datas que tiveram ingressos esgotados para esta edição foram os dias de Calvin Harris e Maroon 5. "Falando sinceramente, a gente arrisca num festival como Rock in Rio e isso é um frio na barriga danado", afirma Zé. "Foi uma surpresa, mas também foi uma mensagem do público: 'Beleza, a gente a gente compra a tua ideia'", diz Zé. "E ver um Stray Kids também já se encaminhando para esgotar, também, é: 'A gente compra tua ideia. Tá aí. Beleza. A gente reclama, mas vai'. Sabe aquela aquele meme que diz: 'Eu vou, mas eu vou reclamando'. É isso." "Então você vê pessoas na rede social falando, mas todo mundo tá lá, todo mundo caminhando para ir. Então eu vejo que a gente tem que ter coragem nas nossas propostas cada vez mais." Artistas dos sonhos Adele Reuters Além da coragem, que Zé diz ter para trazer novas propostas, ele também mantém sua lista dos sonhos de artistas que ele gostaria de trazer para o Rock in Rio. "É tanta gente. Adele, Beyoncé, Rihanna... Tem muita gente. Mas pelo menos esse top 3 aí, são artistas que a gente tem muita vontade de trazer, que a gente batalha muito e que também querem tocar no festival, mas que precisa de muita logística." Beyoncé e Rihanna não seria apresentações inéditas no festival, já que a primeira se apresentou no evento em 2013, enquanto a segunda, esteve no festival de 2015. "Adele falta ainda. Mas Adele não sei se ela quer", diz Zé, que ainda sonha com a presença de Paul McCartney. "É um cara que a gente sempre sonhou trazer e que sempre fica perto por dias, por meses. A gente já fez com ele em Lisboa, mas no Brasil ainda não." Rock in Rio Lisboa 2026 Divulgação
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