Professora de jiu-jítsu aprende Libras, faz aluno surdo vibrar em cerimônia e momento viraliza; VÍDEO
Professora de jiu-jítsu aprende Libras, faz aluno surdo vibrar em cerimônia e viraliza Um vídeo gravado durante uma cerimônia de graduação de jiu-jítsu em Indaiatuba (SP) viralizou e tem emocionado internautas. Ele mostra Beatriz Sayuri Kamozaki se comunicando na Língua Brasileira de Sinais (Libras) com o aluno Filippi, de 3 anos, que é surdo - assista acima. A cena foi preparada em segredo por Beatriz, que passou dias estudando e ensaiando Libras para tornar o momento especial para o aluno e para a família dele - a mãe de Filippi também é surda. O resultado foi uma apresentação que prendeu a atenção de Filippi e comoveu quem acompanhava a cerimônia, realizada nesta quarta-feira (1º). Na ocasião, Beatriz parabenizou o aluno e disse que estava muito orgulhosa. "Quando ele parou e prestou atenção em cada sinal que eu fazia, meus olhos encheram d'água. Eu engoli o choro para não deixá-lo confuso, mas foi quando tive a certeza de que todo o processo valeu a pena", contou a professora. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A professora conta que a história começou quando soube que receberia um novo aluno nas aulas de jiu-jítsu "Quando me disseram que eu tinha uma aula agendada para um menino de 3 anos surdo, confesso que fiquei bem apreensiva, porque eu não sabia absolutamente nada de Libras", relembra. A professora Beatriz Sayuri Kamozaki aprendeu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para falar com Filippi, de 3 anos, aluno surdo durante cerimônia de graduação de faixa no jiu-jítsu em Indaiatuba (SP) Arquivo pessoal Apesar de já ter experiência no trabalho com crianças autistas e com síndrome de Down, Beatriz entendeu que precisaria encontrar novas formas de comunicação. Segundo ela, a adaptação ocorreu aos poucos, e a primeira aula foi realizada de forma individual para que ambos pudessem se conhecer melhor. Ela relembra que, durante o encontro, tentou se comunicar por meio de expressões e gestos, mas o que mais a marcou foi o esforço do próprio aluno para compreendê-la. "O que me pegou foi ver o esforço dele para tentar me entender, mesmo eu não sabendo me comunicar direito". Adaptação e acolhimento Depois dos primeiros encontros, Filippi passou a frequentar as aulas em grupo. Beatriz explica que um dos primeiros desafios foi explicar às outras crianças que existem diferentes idiomas no mundo e que ele utilizava uma língua diferente para se comunicar: as mãos Segundo ela, a recepção foi imediata. Os colegas passaram a tentar interagir com o novo integrante da turma e ajudaram no processo de adaptação. Mesmo assim, o início exigiu paciência. Em alguns momentos, Filippi chorava e tinha dificuldades para compreender alguns comandos durante as aulas. Foi então que a professora decidiu começar a aprender Libras por conta própria. "A cada aula, de acordo com a necessidade, eu ia pesquisando alguma coisa nova. Aprendi sinais como 'espera', 'para', 'água' e por aí vai." Aos poucos, a comunicação ficou mais fácil e a relação entre os dois se fortaleceu. "A impressão que eu tive foi que, quando ele percebeu que eu estava me esforçando para tentar me comunicar com ele, passou a confiar mais em mim e as aulas ficaram muito mais tranquilas". A instrutora afirma que pretende continuar estudando Libras para aprimorar a comunicação com Filippi. "Se ele se esforça tanto para me entender, o mínimo que eu posso fazer é retribuir da mesma forma", completou. A professora Beatriz Sayuri Kamozaki aprendeu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para falar com Filippi, de 3 anos, aluno surdo durante cerimônia de graduação de faixa no jiu-jítsu em Indaiatuba (SP) Marcela Mendonça VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
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