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Prefeitura de SP fecha acordo com MP para usar Smart Sampa em investigações contra facções e na localização de agressores

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27 de Outubro de 2026 às 21:44
2 min de leitura
Prefeitura de SP fecha acordo com MP para usar Smart Sampa em investigações contra facções e na localização de agressores

Central de monitoramento do Smart Sampa Reprodução/Prefeitura de São Paulo A Prefeitura de São Paulo e o Ministério Público (MP-SP) assinaram, nesta terça-feira (27), dois acordos para usar o Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras da capital. Um dos acordos permitirá que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, use a tecnologia nas investigações. O outro prevê que as câmeras ajudem a localizar homens acusados de violência doméstica que ainda não foram notificados sobre medidas protetivas concedidas às vítimas. Durante uma coletiva no evento de assinatura dos acordos, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a parceria é importante para combater o crime e a violência contra a mulher. “É um passo importante contra criminalidade e violência contra mulher. Em 40% dos casos em que mulheres conseguem medidas protetivas, agressores não são notificados por não serem localizados. Câmeras ajudarão nisso”, disse. Segundo Nunes, a cidade tem 58 mil câmeras ligadas ao sistema, e a prefeitura pretende instalar outras 20 mil. “A ferramenta é muito boa e vai melhorar. A gente vai embarcar mais tecnologia”, afirmou. Agora no g1 Nunes fala sobre segurança do Smart Sampa Durante a coletiva, o prefeito foi questionado sobre a assinatura dos acordos antes da conclusão das investigações sobre um possível vazamento de logins e senhas de acesso ao Smart Sampa. O caso foi revelado pelo UOL em 20 de outubro. Segundo a reportagem, informações sigilosas do sistema ficaram expostas na internet por cerca de 11 meses, o que permitia o acesso indevido às imagens de mais de 58 mil câmeras conectadas à plataforma, incluindo equipamentos instalados em ruas, escolas, creches e hospitais da capital paulista. Além do vazamento, o programa também foi alvo de multas por falhas na operação. A Prefeitura de São Paulo aplicou R$ 2,4 milhões em multas ao consórcio responsável pelo Smart Sampa. As penalidades foram motivadas principalmente por períodos em que as câmeras ficaram fora do ar, atrasos na instalação de postes de vigilância e pendências na entrega de ferramentas tecnológicas previstas em contrato. Levantamento feito pelo g1 identificou 13 processos administrativos relacionados a falhas registradas entre julho de 2025 e agosto de 2026. As multas variam de R$ 14,5 mil a R$ 500,7 mil e foram mantidas pela prefeitura mesmo após a apresentação de defesas pelo Consórcio Smart City SP. Questionado sobre o caso, Nunes negou que tenha ocorrido uma invasão ao sistema e afirmou que as investigações devem continuar. O prefeito também anunciou que, a partir desta terça (27), o acesso à plataforma passaria a exigir reconhecimento facial.
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